Gestor de RH analisando registro de ponto eletrônico de trabalhador intermitente em escritório moderno

Com a chegada de 2026, muitas dúvidas têm surgido sobre as mudanças no controle de ponto dos contratos intermitentes. Eu sempre acompanho de perto as alterações da legislação trabalhista e percebi que empresários, gestores de RH e até trabalhadores intermitentes estão buscando clareza sobre o que realmente será alterado. Neste artigo, quero explicar de forma simples e prática o que muda, como adaptar sua rotina e evitar problemas com a fiscalização. Afinal, esse é um dos principais focos do projeto Meu Relógio Ponto: informação clara para que empresas estejam sempre seguras e dentro das normas brasileiras.

Entendendo o contrato intermitente

Antes de falar sobre o ponto em 2026, preciso explicar o básico: o trabalho intermitente é aquele no qual a prestação de serviços acontece de forma descontínua, com períodos de inatividade. Isso quer dizer que o colaborador só trabalha quando é chamado pelo empregador, recebendo apenas pelo tempo efetivamente laborado.

Essa modalidade, instituída com a Reforma Trabalhista em 2017, trouxe mais flexibilidade para pequenos negócios e setores como comércio e serviços. Mas, ao mesmo tempo, levantou dúvidas sobre registros, direitos e obrigações.

Na intermitência, cada minuto de trabalho precisa ser registrado.

Por experiência, posso afirmar que não são raras as situações em que o ponto desses colaboradores gera questionamentos, principalmente em auditorias do Ministério do Trabalho.

Como o ponto era tratado até 2025

Nesse formato de contrato, as regras para registro de ponto sempre foram rodeadas por incertezas. Até 2025, a legislação permitia certa flexibilidade:

  • Empresas podiam registrar apenas os dias efetivamente trabalhados pelo colaborador intermitente.
  • O registro do ponto muitas vezes era feito manualmente ou por controle simplificado.
  • Não havia obrigatoriedade de adotar sistemas eletrônicos para esse grupo, exceto se o local já utilizasse para os demais funcionários.

No entanto, com a evolução das Portarias e uma maior exigência por transparência, tornou-se evidente para mim que seria questão de tempo até o governo endurecer as regras, buscando maior clareza nessas relações.

Principais mudanças no ponto dos contratos intermitentes em 2026

Com a atualização normativa prevista para entrar em vigor em 2026, destaco os pontos que mais chamam a atenção de quem acompanha a área:

  • Obrigatoriedade do registro eletrônico do ponto também para intermitentes, em empresas com mais de 20 funcionários.
  • Registro detalhado dos horários de entrada, saída, intervalos e pausas.
  • Maior integração do controle de ponto dos intermitentes com os sistemas já existentes na empresa.
  • Exigência de equipamentos e softwares de ponto conformes às portarias do Ministério do Trabalho, para evitar inconsistências.
  • Fiscalização mais rigorosa quanto à veracidade dos registros e comunicação de convocações.
2026 trará o ponto eletrônico como obrigação aos intermitentes.

Eu tenho conversado com gestores que se preocupam com o aumento da burocracia, mas, na minha visão, isso pode até simplificar processos e ajudar a evitar multas. O importante é garantir que tudo seja feito conforme a legislação, como sempre recomendo nos conteúdos do Meu Relógio Ponto.

Sistema de ponto eletrônico exibindo tela de registro de intermitente

Como as empresas devem se preparar?

Sei que mudança de rotina pode assustar, principalmente em pequenos negócios. Por isso, minha principal sugestão é se antecipar:

  • Analise se a empresa se enquadra na obrigação do ponto eletrônico em 2026.
  • Escolha um sistema de controle de ponto homologado e adaptável aos intermitentes.
  • Garanta que cada convocação e período trabalhado estejam claramente registrados.
  • Treine o setor de RH ou a pessoa responsável para compreender as diferenças do contrato intermitente.
  • Mantenha os dados alinhados com a folha de pagamento, evitando divergências futuras.

Aliás, essas e outras orientações sempre reforço nos conteúdos sobre gestão de pessoas e prática do controle de ponto eletrônico no blog do Meu Relógio Ponto.

Impactos na rotina e relações de trabalho

Na prática, os impactos principais serão sentidos na rotina administrativa. Para o empregador, isso significa adaptação de processos internos. Para o trabalhador, fica a garantia de que tudo será feito de modo mais transparente, com o histórico completo do período trabalhado.

A clareza nos registros protege tanto empresa quanto trabalhador intermitente.

Em minhas consultorias, já presenciei como detalhes na marcação de ponto podem evitar dores de cabeça em caso de fiscalizações ou litígios. Processos automatizados, que deixam trilhas digitais seguras, ajudam muito nisso.

Reunião entre gestor de RH e funcionários discutindo folha de ponto

Dúvidas frequentes sobre equipamentos e conformidade

No Meu Relógio Ponto, sempre fui questionado sobre a escolha do equipamento certo. Afinal, para cumprir a conformidade, não pode ser qualquer relógio de ponto. Recomendo que sempre se busque opções registradas e com relatórios fáceis de entender. Se restar alguma dúvida, o ideal é conferir as normas de legislação no nosso blog ou visitar a seção sobre conformidade.

Outra preocupação comum envolve o cruzamento dos dados do ponto com as folhas de pagamento. Uma dica valiosa, que aprendi acompanhando casos reais, é: registre não só o momento do trabalho, mas também aceite digitalmente convocações, confirmando o período de prestação de serviço. Tudo isso ajuda no controle documental caso o Ministério do Trabalho faça auditorias ou pedidos de informação.

Casos práticos sobre adaptação ao novo ponto

Lembro de uma empresa do comércio que, após muitas notificações por inconsistências no ponto dos intermitentes, decidiu investir em treinamentos internos e adotar uma solução que integrava convocações, aceite dos trabalhadores e marcação automática de horários. O resultado foi uma redução significativa de retrabalho e reclamações trabalhistas. Esse tipo de case, que já comentei nos exemplos de adaptação do Meu Relógio Ponto, mostra como antecipar mudanças sempre gera benefícios práticos.

Empregadores atentos já começaram os ajustes para não serem pegos de surpresa em 2026. E, na minha opinião, isso faz toda diferença no clima organizacional e na segurança jurídica das empresas.

Pontos de atenção para evitar problemas futuros

Até 2026, minha sugestão é ficar atento a estes itens:

  • Confirme se o sistema de ponto está atualizado para contratos intermitentes.
  • Treine quem faz a convocação e registros.
  • Documente todo o processo, inclusive mensagens de convocação e aceite.
  • Mantenha contato com o RH para atualização constante das práticas.
  • Tenha relatórios acessíveis para auditorias ou dúvidas internas.

Reforço: essas medidas alinham a empresa às exigências legais e transmitem segurança a todos os envolvidos. Quem quiser ler mais sobre a evolução dessa legislação pode acessar conteúdos como o artigo que escrevi mostrando os avanços no controle de ponto digital.

Conclusão: Adaptar-se é proteger seu negócio e garantir justiça para todos

Na minha experiência, as mudanças no ponto dos contratos intermitentes em 2026 trazem desafios, mas também a chance de profissionalizar ainda mais a relação entre empresas e trabalhadores. Desde o registro de convocação até o relatório eletrônico, todo o processo fica mais transparente e seguro. Se você busca evitar problemas, multas e litígios, recomendo conhecer as soluções e informações do projeto Meu Relógio Ponto, porque estar em conformidade é sempre o melhor caminho para um ambiente de trabalho saudável e sem sustos. Prepare-se com antecedência e garanta um futuro mais tranquilo para seu negócio!

Perguntas frequentes sobre contratos intermitentes e controle de ponto

O que é contrato intermitente?

O contrato intermitente é uma forma de contratação em que o trabalhador é chamado para prestar serviços de forma não contínua, alternando períodos de atividade e inatividade. Ou seja, ele só trabalha e recebe pelos dias em que for convocado e aceita a convocação. Trata-se de uma alternativa flexível criada pela Reforma Trabalhista para setores com demanda variável.

Como funciona o ponto no contrato intermitente?

O ponto do trabalhador intermitente só precisa ser registrado nos dias efetivamente trabalhados. Nesse registro, constam os horários de entrada, saída e intervalos, e a confirmação da convocação prévia. Em empresas maiores, o sistema eletrônico de ponto será obrigatório a partir de 2026, permitindo mais precisão nos registros.

Quais mudanças acontecem em 2026?

Em 2026, empresas com mais de 20 funcionários deverão registrar o ponto dos intermitentes de forma eletrônica, detalhando horários de trabalho, intervalos e pausas, além de integrar essas informações à folha de pagamento. A fiscalização sobre a veracidade do registro e a integração dos sistemas de ponto será reforçada, buscando maior clareza e segurança jurídica.

Vale a pena trabalhar como intermitente?

O trabalho intermitente pode ser vantajoso para quem busca flexibilidade e não depende de renda fixa mensal. Alguns profissionais conseguem conciliar com outras atividades. Mas é importante saber que, como a remuneração depende de ser convocado, pode variar bastante. Avalio que para o empregador, essa modalidade também traz flexibilidade, mas sempre exige atenção ao respeito dos direitos trabalhistas e correto registro do ponto.

Quem controla o ponto desses contratos?

A responsabilidade pelo controle de ponto dos trabalhadores intermitentes é do empregador. Cabe à empresa garantir que os registros sejam feitos de acordo com a legislação. Em locais onde já exista controle de ponto eletrônico, todos os colaboradores, inclusive intermitentes, devem usar o mesmo sistema, inclusive para comprovar jornada e direitos trabalhistas.

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Rogerio Lins

Sobre o Autor

Rogerio Lins

Rogerio Lins é um especialista dedicado em controle de ponto eletrônico, apaixonado por orientar pequenas e médias empresas em relação à legislação trabalhista brasileira. Focado em simplificar e compartilhar conhecimento sobre equipamentos, sistemas e conformidade, Rogerio acredita na importância da segurança e da justiça na gestão de horários de colaboradores. Seu objetivo é informar e apoiar gestores e empresários para que alcancem práticas justas, seguras e eficientes no controle de ponto.

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